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domingo, agosto 16, 2009

Idealismo


"Poema sem Mel, sem amor, sem fel, sem mentira, sem vaidade, sem perdão, sem maldade, sem vergonha, sem pudor. Poema real, racional, ideal, factual...chega de amores fúteis!" Dihelson Mendonça



IDEALISMO

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor da Humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
— Alavanca desviada do seu fulcro —

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!

[Augusto dos Anjos]

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