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sexta-feira, maio 27, 2011

BlogHumor - "Quem nunca errou que atire a primeira pedra" - Versão Dihelson Mendonça


Uma das mais interessantes passagens bíblicas é aquela do apedrejamento de Maria Madalena, em que Jesus interveio. Ouvi uma versão hoje que deixaria qualquer cristão de cabelo em pé, e que repasso para vocês:

Judeia, Ano 33 DC, mais ou menos às 16:30. Uma turma de Judeus repousa embaixo de uma árvore e discutem a programação da semana: "Já está quase na hora do apedrejamento, alguém quer ir ?" "Ora, apedrejamento tem todo dia. Vamos a uma crucificação ?", responde outro. "Eu não gosto, demora demais..." "Então vamos a um apedrejamento mesmo". E saíram todos procurando alguma sessão de apedrejamento vespertina, das muitas que existiam na cidade.

Ao passar por um dado local, viram uma mulher prontinha para ser apedrejada, e uma multidão que se acotovelava, cada um já com sua pedra na mão. Os judeus então, procuraram as melhores pedras, a fim de também participarem do evento.

Quando tudo já estava pronto, alguém começou a ler a sentença:

"Essa mulher foi pega em flagrante de adultério. Cumpre pela nossa lei que morra apedrejada"
"Morra! Que morra essa infeliz ! " gritou a multidão.
Quando já se preparavam para começar, eis que surge um homem de vestes brilhantes, que chamou a atenção dos presentes, e disse em voz alta:

"Eis que hoje eu vos digo: Aquele que nunca errou na vida, que atire a primeira pedra nesta mulher"

Ouvindo isso, um bêbado que estava ali presente, pegou a sua pedra e jogou, acertando bem em cheio a cabeça da condenada. Vendo isto, o homem de branco perguntou irritado:

"Oh rapaz! você não ouviu o que eu falei não ? Você nunca errou na vida ?"

E o bêbado respondeu:

"Doutor, dessa distância não, mas de 100 metros talvez eu até errasse..."

( autor desconhecido - Editado por Dihelson Mendonça )

domingo, maio 22, 2011

O significado da expressão CARPE DIEM


Bom Dia para todos os nossos leitores, colaboradores e escritores.

Carpe Diem *

( * Carpe Diem é uma frase em latim de um poema de Horácio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro. )


Dihelson Mendonça

domingo, maio 08, 2011

O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça


O HOMEM E A ILUSÃO DA POSSE

Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?

Temos uma leve "ilusão de posse".

Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.

NADA SOMOS!

Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.

Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.

Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.

De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.

Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.

- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.

Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.

Dihelson Mendonça

Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.

sábado, abril 23, 2011

CONHEÇA O CRATO EM 300 FOTOS - Galeria da Cidade do Crato e das maiores Personalidades


Conheça quem é quem na cidade do Crato ! - 300 Fotos da cidade e das Personalidades Cratenses.





"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente."

Érico Veríssimo

A vida é muito breve! O que fica aqui para a posteridade, é o trabalho que cada um realizou em benefício da sociedade. Uma cidade não é composta somente do lugar em si, mas das pessoas que o construíram e que o constróem no seu dia-a-dia. Ao escolher as fotos para essa pequena galeria, porém com 300 trabalhos selecionados, procurei reunir algumas das minhas imagens mais significativas do Crato e da região, bem como de pessoas que são verdadeiramente, os pilares das artes e da cultura no Crato e no Cariri. Nem todos estão aí, decerto, pois não pude registrar em fotografia, mas com certeza, os que foram registrados, merecem pertencer a esta galeria de homenageados que por DÉCADAS, exercem um trabalho que deixará marcas profundas na nossa história. Nesta galeria não cabem principiantes. Procurei registrar quem realmente conduziu e conduz os destinos da nossa cidade e já possui uma história de vida e dedicaçãoao trabalho.

Esta é uma galeria que ninguém entra por ser amigo do dono, nem pode pagar para entrar, mas por ter méritos verdadeiros e uma folha de serviços RELEVANTES prestados ao Crato e ao Cariri. Fazer listagens é sempre uma temeridade, porque acabamos excluindo pessoas, mas o objetivo aqui não é registrar tudo, até porque, como falei, eu não disponho das fotos de todos os que gostaria de homenagear.

Portanto, para quem não conhece ainda o Crato, quem reside fora da cidade, ou para quem simplesmente deseja rever os velhos amigos, eis uma boa oportunidade. Passei dias selecionando o que há de mais representativo nas imagens dos lugares e das pessoas que constróem esta cidade, e moldam o perfil da nossa geração. Não é possível listar aqui, pois o trabalho seria monumental. O bom mesmo é ver a galeria completa, sem pular nenhuma foto. É preciso ter uma certa paciência, pois o slide demora para carregar. Mas ao final, vale a pena ver ou rever as belezas do Crato, e o seu maior patrimônio, os seus ícones e a sua cultura.

Diagramação e Fotos: Dihelson Mendonça ( com participações de Pachelly , Roberto Jamacaru, Wilson bernardo e Claude Bloc )

terça-feira, abril 05, 2011

COLORADO RQ - De volta aos anos 70 - Por: Dihelson Mendonça


Alguém aqui viveu nos anos 70 ? Creio que muita gente. E quem não se lembra quando a TV chegou aos grotões do Brasil ? Eu tinha 4 anos de idade em 1970, e morava numa cidade pequenina do Ceará, chamada "Farias Brito". Por essa época, o maior comerciante local, chamado Antonio Leandro, começou a vender aparelhos de TV. Existiam lá basicamente dois modelos, o velho Colorado RQ, e o TV PHILIPS Planar.

Meu pai, que sempre foi uma pessoa muito entusiasmada pelas novas descobertas, comprou o segundo aparelho de TV da cidade, sendo que o primeiro ( claro ) era do dono da loja. E enfim, chegou o nosso philips planar em preto e branco ( colorida nem se falava ). Acontece que naquele tempo, a televisão "pegava" com sistema de repetidoras. Vinha por várias estações repetidoras desde a cpital Fortaleza até a região do Cariri ( não é como hoje, que vem via satélite ). Existia então, uma estação repetidora na Serra do Quincuncá, da antiga TV Ceará Canal 2, e funcionando com gerador a óleo diesel, só era ligada à tardinha, e desligada lá pelas 22 horas para poupar energia. Teve até um caso do último capítulo da novela da TV TUPI, "A barba azul", em que faltou o óleo, e um comerciante local forneceu, o que ganhou a simpatia da população, claro!

Foi através dessa TV, hoje rudimentar, que nós tivemos nossos primeiros contatos com o mundo "civilizado". Seriados como "O Túnel do Tempo", "Viagem ao fundo do mar", "terra de gigantes", e o clássico "Perdidos no Espaço". Parece até que estou vendo a sala lá de casa, com 50 crianças sentadas em qualquer lugar, assistindo Roy Rogers, Durango Kid, Hospitalouco, A feiticeira. Por essa época também, chegaram as primeiras geladeiras da era moderna, Consul, e o que não faltava na cidade, eram placas de "Vende-se Din Din". Era moda, tinha gente que colocava uma placa de "Din din" só pra dizer que tinha geladeira nova. Telefones na cidade ainda não existiam ou eram muito poucos, o contato com o mundo externo era feito via Rádio-Amador, que enviávamos recados, mensagens para parentes mundo afora, além dos correios, que eram de altíssima credibilidade. Ah! quando o carteiro passava, era uma festa na rua.

As estradas que ligavam Farias Brito à cidade de Crato ( que era um aespécie de metrópole ), eram quase intrasitáveis no inverno, carroçais, e haviam algumas maneiras de se vir ao Crato, como pelo expresso "Rápido Crateús", ou pela "Viação varzealegrense", ou ainda pelo misto de "Seu Orlando", que ficava estacionado na praça principal. Quando alguém ficava doente e precisava de urgência, iam acordar o Antonio Sales, que possuía um Jeep, era muito eficiente, e atendia à cidade toda. Hoje Antonio Sales é proprietário de uma beneficiadora de arroz aqui em Crato, ali na Rua dos Cariris. Uma excelente pessoa. Aliás, quantas vezes eu não vim doente para o Crato nesse bendito Jeep do Antonio Sales ? Lembro-me de uma vez, muito criança, de colo, em que eu abri os olhos para o mundo. Primeiro foram os sons. Alguém dizia: "Ele tá tornando!" outro comentava: "Ele vai se acordar". O caso é que quando abri os olhos, haviam dezenas de pessoas cercando a cama e me olhando. Uns diziam que eu tinha "dado uma agonia" ( desmaio ), e já outro dizia: "é melhor levar logo pro Crato". Foi nessas idas e vindas ao Hospital São francisco de Assis, que acabei conhecendo o Crato; Meus tios vieram morar ali na Cel. Luiz Teixeira, lá no alto do seminário, de onde se via boa parte da cidade baixa.

Aqui no Crato, o sistema de televisão no início dos anos 70 era também muito semelhante. Existia uma torre repetidora ali no Alto do Seminário, defronte ao seminário São José, que transmitia o Canal 10 ( TV verdes Mares ) para toda a cidade.

Mas televisão era um negócio muito caro para a classe pobre. Pobre sempre foi pobre, em qualquer lugar do mundo. Para facilitar as coisas, os prefeitos das cidadezinhas como Farias Brito, inventaram a tal da TV pública. Um aparelho de TV era montado em cada praça da cidade. lembro-me ainda do dia em que estavam montando a TV pública em Farias Brito, que ficava na esquina aonde hoje é a prefeitura. Ali, o calçadão não existia, e as pessoas ficavam assistindo da esquina da praça. Todo fim de tarde, um encarregado ia abrir o cadeado da caixinha de metal que abrigava a TV das chuvas, abria as duas portinholas e ligava a TV para o povão assistir as novelas. E que novelas boas as daquela época: Tinha "A barba azul", com Eva Vilma e Carlos Zara, que era sucesso, e tantas outras.

Na cidade, um dos maiores divertimentos era quando chegava a época da política. Os Fariasbritenses devem se lembrar das clássicas disputas entre Aurélio Liberalino de Menezes, e Gabriel Bezerra de Morais ( Seu Bié ). Meu pai era o encarregado da CAENE ( Companhia de Águas e Esgotos do Nordeste ), que depois virou CAGECE, e minha mãe trabalhava na prefeitura de Farias Brito na época do prefeito Bié ( Gabriel Bezerra de Morais ). Eu estudava no Grupo escolar Getúlio Vargas ( estadual ), e competíamos com o Colégio Municipal, porque quem estudava no "estadual" tinha bem mais status que o "municipal". Meus tios ainda estudavam no Ginásio Enoch Rodrigues, instituição de bastante respeito na cidade.

Mas afinal, porque eu estou relatando todas essas coisas ?

Porque ao ver esses folhetos aqui de propagandas de lojas como a Zenir, Americanas, com computadores a preços populares, comecei a pensar cá com meus botões: A história se repete : "Um computador para cada casa". Vamos chegar em breve a um tempo em que haverá um computador ( e vários ), para cada residência. Lembranças dos anos 70, em que dizíamos: Um dia haverá uma TV em cada casa, e não tardou a acontecer. Estamos para o computador hoje, como a TV estava para os anos 70. Só que a velocidade com que a tecnologia se desenvolve hoje é estonteante. Um produto que se compra hoje, daqui a 6 meses está obsoleto, enquanto naquela época, se comprava uma geladeira por exemplo, para o resto da vida. Chama-se isto de "Síndrome da obsolescência" nos meios acadêmicos.

E aqui eu paro para refletir se de fato, a tecnologia melhorou a nossa qualidade de vida, pois mesmo quando não tínhamos toda essa parafernália eletrônica em nossas residências, parece até que éramos mais felizes, tocava-se na vida com os dedos, valorizava-se mais o trabalho, a dignidade, havia um senso maior de responsabilidade, de honestidade, de ganhar o pão com o suor do rosto, as famílias se arrumavam e iam todos à missa aos domingos, e depois às festas da cidade. As praças eram cheias de crianças brincando, sorrindo, correndo, havia música em toda parte, e o mundo era um lugar bem mais seguro de se viver.

Bom, mas eu ia escrever sobre uma coisa, e acabei escrevendo sobre várias outras coisas, tantas, que acho até que a crônica acabou se tornando melhor. Mas eu não sou nenhum Emerson Monteiro, ou Antonio Morais, sou apenas um reles cronista dos minutos livres. E por sinal, já vai começar o noticiário da CNN, com as últimas do Japão...tempos modernos da TV via satélite digital...

Pensando bem, estou ficando velho...sabe qual é a diferença entre você ter 15 anos e 45 ? Nenhuma. A única diferença é que o tempo passou, e muita coisa boa ficou para trás. Mas resta-nos a lição de saber que em qualquer tempo da vida, podemos ser felizes com aquilo que temos, já que a única coisa que verdadeiramente nos resta ao fim de tudo é a nossa própria vida e muitas, muitas recordações. O resto são apenas vaidades diluídas na poeira do tempo...

"Os nossos comerciais, por favor !"
( dedicado a Flávio Cavalcanti - Rei da Televisão )

Por: Dihelson Mendonça

sábado, abril 02, 2011

Aonde estou quando não estou no Blog do Crato ?


Algumas pessoas me perguntam como eu faço para me desdobrar em 1001 atividades: Pianista, Fotógrafo, Cronista, Repórter... a verdade é que eu não paro, ou durmo relativamente pouco. Há muito o que fazer. Estar plugado ao mundo é uma característica que adquiri desde os primeiros anos de vida, quando residindo na pequena cidade de Farias Brito, descobri o mundo através dos livros de enciclopédias, que pegava na biblioteca do Colégio Estadual Wilson Gonçalves. Agradeço até hoje à diretora daquela escola, e aos gentis professores que me permitiram naquela época, abrir uma janela para o mundo. E estimulo a que outros possam ter essa oportunidade de ouro.

Os meus dias hoje são bastante preenchidos. Ontem mesmo, às 04:00 da manhã estava compondo 2 novas músicas ao piano, após arrumar o Blog do Crato para o dia que se iniciava. Estou preparando as músicas para o meu novo CD, que pretendo gravar ainda em 2011, e estou bastante empolgado com os resultados. Quero trazer novas composições, novas idéias. Música instrumental do mais alto nível, algo que exclame ! - Conheço centenas de músicos excelentes no Brasil e no mundo, e todo mundo está mostrando seus trabalhos, compondo... estive recentemente em Guaramiranga e toquei com o amigo, e músico genial, Arismar do Espírito Santo, com o seu filho, o baixista Thiago do Espírito Santo, além do maravilhoso guitarrista Michel leme. Este encontro foi muito inspirador, mudou minha forma de pensar, porque me trouxe novamente o amor pela música. Eles me provaram que sou capaz de grandes feitos, se assim me dedicar. O thiago estuda 10 horas por dia. Serviu para reacender a minha verdadeira vocação, que é a música, aquilo que nasci para ser. Eu não me considero um jornalista, nem cronista, nem poeta, embora possa fazer estas coisas ocasionalmente, mas não me tocam o coração. Apenas a fotografia ainda é uma boa "distração".

Mas compor uma sinfonia, uma Sonata, ou mesmo um novo tema de Jazz, isso sim é fascinante. Compor um Noturno, uma Mazurka, aprender uma balada de Chopin, uma peça de Debussy, um tema de Bill Evans e tocar com grupo é maravilhoso. Então, quero "voltar" ao mundo da música, talvez até viajar pelo mundo. Saudades da estrada.

Mas enquanto estou ainda no Crato, o Blog do Crato consome meu tempo, cada vez menos agora, mas é algo que faço por amor, porque gosto. Ao meu lado, uma grande estante com clássicos da literatura universal, de Goethe aos filósofos como Kant, Spinoza e kierkegaard preenchem minhas noites, além de Fernando Pessoa, Cecília Meireles e outros. À minha disposição, cerca de 1500 filmes em DVD, e 17 therabytes de vídeos, mp3 e textos. Enquanto escrevo, como agora, a TV fica permanentemente ligada ali na CNN. Talvez eu seja um dos maiores entusiastas da CNN e do seu jornalismo, pois acompanho quase todos os programas, as notícias, as reportagens, isto tem me auxiliado muito no aprendizado do jornalismo de alta qualidade.

Aliás, de tanto ver os repórteres da CNN, eles se tornaram meus "velhos conhecidos". Figuras como Michael Holmes, que apresenta o programa Backstory é um dos meus preferidos, com seus gracejos, apresentado de dentro do estúdio, em meio a câmeras e monitores LCD. E quem não viu ainda o Richard Quest, com seu famoso "Quest means business ?" - Ele é tão enfático nas colocações! Que forma maravilhosa de entrevistar! E tantas outras pessoas, a bela Hala Gorani, Ralitsa Vassileva, Jim Clancy, e tantos outros veteranos. A CNN tem me inspirado até em música, para compor vários temas, com suas imagens da África, e de outros lugares do mundo, e é uma forma de se manter informado acerca das atualidades. O seu slogan tem tudo a ver comigo: Go Beyond Borders ( vá além das fronteiras ). Este é o sentido da vida, ir além das nossas próprias fronteiras, das nossas limitações.

Eu prometi a mim mesmo que 2011 seria um ano de lutas, de realizações. E estou gostando do que estou a produzir ininterruptamente. Uma força de vontade e um trabalho tão gigantesco, com inúmeros ensaios com diversos músicos, agenda lotada, dias a fio trancado no estúdio compondo, praticando leitura musical, estudando harmonia, em que o dia entra na noite e emenda no dia me fazem crer que em breve trarei algo de muito interessante para minha carreira musical. E há ainda inúmeros projetos em andamento, como a realização de programas para WebTV, com entrevistas, reportagens, e os programas de rádio que eu já faço.

So please, stay tuned, because I´ll have some great news very soon !
Então, fiquem ligados, pois terei boas novas em muito breve!

All the best,

Dihelson Mendonça

sexta-feira, março 11, 2011

Chega de Caridade de Porta de Guarda-Roupa ! - Por: Dihelson Mendonça


Vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo...


É interessante como algumas pessoas gostam de se enganar e de tentar enganar os outros. Provavelmente você já deve ter ouvido falar no termo "caridade de porta de geladeira", ou "caridade de porta de guarda-roupa", não ?

Mas você já deve ter observado casos em que pessoas , abrindo o seu guarda-roupas, e separando aquelas roupas estragadas que não desejam usar de forma alguma, e para desobstruir o armário a fim de comprar os novos modelitos das lojas, resolvem fazer caridade do entulho e do supérfluo que iria para o lixo, doando aos pobres. Ah! mas que coisa linda! Dar aos outros aquilo que não quer para si...

Na verdade, as pessoas que fazem esse tipo de coisa, estão resolvendo principalmente o problema delas mesmas, em se livrar de um fardo. Elas se enganam e tentam enganar os outros, com aquele semblante caridoso de quem faz a melhor coisa do mundo. A pergunta é: "Porque essas pessoas não pensam em doar daquilo que gostam e que necessitam no dia-a-dia?" A resposta: " Nem pensar" - Porque doar 10 reais pra quem ganha 10.000 reais não tem nada de vantagem. O difícil é não ter, e ter que ter pra dar, como já diz a letra do compositor Djavan.

Então, vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo, aquilo que não queremos mais, que não cabe em nossas casas, que não cabe mais nos nossos armários abarrotados de pertences, e vamos começar a compartilhar daquilo que verdadeiramente necessitamos no nosso dia-a-dia, daquilo que precisamos de fato. Assim, estaremos sendo verdadeiros para com todos, e sendo fraternos para com nossos semelhantes, e sobretudo, deixando de ser hipócritas, fazendo caridade de porta de guarda-roupas!

Por: Dihelson Mendonça

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Pessoas Superdotadas - Crianças com um dom Especial - Parte 1


Há muitos anos, eu coleciono coisas absolutamente fantásticas. Como pesquisador da música, desde os 10 anos de idade, tenho percorrido o que é humanamente possível conhecer da obra dos grandes mestres da Música, como Bach, Beethoven, Chopin, Schubert, Liszt, Rachmaninov, Mahler, Debussy, etc, etc. Devo conhecer a maioria das obras desses compositores de cor e salteado, através de milhares de arquivos da minha coleção. Gosto de pesquisar não só a música, mas também a biografia dos compositores e intérpretes, e chegamos a uma das coisas mais fantásticas da natureza, que são as crianças-prodígio, ou pessoas que desenvolvem feitos extraordinários. Eu as chamo de milagres de Deus. Elas nascem com um dom incomum. Diferentemente do que se acredita, nem todos os seres humanos nascem iguais. Alguns nascem superdotados, com uma inteligência especial para determinadas áreas.

É o que chamamos de "talento". Ah! "talento", um termo que define tão bem os gênios como Mozart, como Bach, como Hermeto Pascoal e tantos outros. Trago hoje da minha coleção dos milagres de Deus, alguns vídeos que tocarão na alma das pessoas sensíveis:

ATENÇÃO: Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pare o player da Rádio Chapada do Araripe, no canto superior direito do Blog.

Abaixo: O guitarrista Adam Fulara, que não é mais tão criança, mas com certeza, é um gênio instrumentista



A Pianista Aimi Kobayashi com 4 anos de idade:



A Pianista Aimi Kobayashi com 10 anos de idade:



O Baterista Jacob Armen com 7 anos de idade:






A Pianista Umi Garret aos 8 anos de idade toca Gnonenreigen de Liszt



Aimi Kobaiashi novamente:



Abaixo: O guitarrista Adam Fulara



Abaixo: O guitarrista Adam Fulara



Abaixo: O guitarrista Adam Fulara



Abaixo, o clarinetista Han Kim



E abaixo Aimi Kobaiashi toca com Orquestra Sinfônica



sexta-feira, fevereiro 04, 2011

BlogHumor


"Você tem o sagrado direito de me atacar da forma que quiser. Só que somente eu é que vou definir o tamanho da porrada que você vai levar. Ação e reação."

Dihelson Mendonça

domingo, janeiro 30, 2011

Pensamentos do Dia - 30 de janeiro de 2011


"Em tempo de catástrofe, pá e picareta valem mais que uma caneta"

Dihelson Mendonça

segunda-feira, janeiro 03, 2011

Neste ano, eu quero Guerra no meu Coração ! - Por: Dihelson Mendonça


Decidi. Neste ano, nada daquela cantilena chata de prometer a mim mesmo que irei ser um melhor ser humano que nos anos anteriores. Nada daquelas conjurações e listas intermináveis de coisas fictícias a serem realizadas, e que logo após alguns dias, já soam completamente defasadas, absurdas e impossíveis de se realizar na prática.

O abismo entre o querer e o realizar é sempre imenso, e essa é a primeira verdade imutável da natureza. Por isso, decidi que não mais irei assumir compromissos de que pretendo fazer melhor nem pior que nos anos anteriores, nem chorar e lamentar as quedas e fracassos, mas irei simplesmente recomeçar sempre a cada dia, com a força de um ariete, e fazer tudo o que tem que ser feito sem olhar para trás, rumo ao sucesso, e como a fábula da tartaruga surda, sem me importar com as críticas negativas daqueles que sempre desejaram me empurrar para trás.

Iniciei o ano com uma força de vontade que nunca me ocorreu antes, com a face daquilo que sempre fui: Um Leão enfurecido. De por em prática definitivamente, inúmeros projetos que estavam guardados. Mas como todos os anos, se não forem logo iniciados, terminarão novamente nas prateleiras poeirentas de sonhos para os anos seguintes. A nossa passagem aqui na terra é rápida e mortal. Como já disse alguém, é a única grande aventura da qual temos certeza de que não sairemos vivos. Por isso, após 44 anos de vida e métodos ineficazes e paliativos, eu terei que tomar atitudes mais drásticas. Por exemplo, encarar que a minha vida tem sido um verdadeiro CAOS. Por exemplo, encarar que eu tenho tido uma verdadeira aversão ao sucesso. Desnudar-me e sondar a origem de todos os medos, as análises dos fracassos, da indolência e da preguiça. Fazer o controle da mente em relaçao à ira e canalizar essa energia para a ação imediata e positiva, ao invés da mera lamentação e do aborrecimento.

Seria isto possível ? Uma nova abordagem de mundo, de conceitos até então misteriosos, de submissão a uma disciplina rígida que inclui o uso racional do tempo ( o maior de todos os recursos ), do dinheiro, e outros em prol das grandes causas ? No fim do ano saberemos. Afinal, o que tenho a perder ? Se as outras abordagens não foram tão eficientes, que tal lançar uma guerra total contra essa inércia, contra todas as amarras e as âncoras que me impediram de zarpar ao infinito ?

Acho que durante a vida, teorizei demais. Preparei-me durante anos e anos para uma batalha colossal, sem perceber que não importa os meios empregados, tudo isso seria em vão, pois a maior delas será travada dentro de mim mesmo. Contra tudo aquilo que tem me impedido de ver o mundo de forma mais realística. De assumir a alma o controle definitivo sobre um corpo tão falho em decidir e realizar. Que eu possa permitir que meu espírito e não o corpo esteja no controle todo o tempo no ano que se inicia, sem mais promessas, sem mais conjurações, sem superstições, sem tolas listas de sonhos ilusórios.

Neste ano, ao contrário de tantos outros, eu quero guerra no meu coração. Quero Fogo e quero Ações. Quero entrar o ano de roupa Preta, quero ir ao inferno e voltar vitorioso, e chegar pisando firme e forte em qualquer lugar. Quero aniquilar todos os trastes que sempre impediram minha alma de ser tudo o que quer e pode. Internas e externas. Quero enfim, tirar a máscara vazia de uma educação falha que me ensinou que 2+2 só pode ser 4 quando pode ser qualquer coisa, menos 4. Quero ir à luta com armas de um exército inteiro, coeso e eficaz.

Mas vendo por um certo prisma de visão, a única grande coisa que quero mesmo, é ser finalmente aquilo para que nasci: O Eu absoluto.

Por: Dihelson Mendonça

terça-feira, dezembro 21, 2010

E então eu lembrei de uma música maravilhosa... I Hear a Rhapsody...


Madrugada insone. Todos já foram dormir, e eu permaneço assim como alguém que vela o sono dos justos. Café sobre a mesa e uma tela de cristal líquido convidam a lembranças de outros tempos de luz, de pura alegria, quando tocava nas noites de um barzinho de Jazz escuro e aconchegante, em Fortaleza, para meia dúzia de mesas. Casais apaixonados, e a música de Gershwin, Cole Porter e Duke Ellington saltitava em notas musicais coloridas em clássicos como "The man I love", "Love is here to Stay", "I Got Rhythm", "Ain´t Necessarily so", "Embraceable You", "Summertime", e tantas outras. Mas de muitos desses sons inesquecíveis, havia sempre os mais sublimes. Sons que eu nunca poderia esquecer. Músicas imortais como por exemplo, I HEAR A RHAPSODY:



Por: Dihelson Mendonça

Vídeo: This is an excerpt of a gig with Helga Plankensteiner quartet on the streets of Brunico, north of Italy, on August 17th, 2007. On this tune, Helga doesn't play, so this is a trio with the great musicians Michael Lösch on organ and Enrico Tommasini on drums.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Um Depoimento que levarei para a Eternidade - Da minha primeira professora - Por: Dihelson Mendonça


Meus amigos, não é todo dia que temos o prazer de receber um presente como o que acabei de receber: Um depoimento de uma das minhas primeiras professoras, quando ainda estudava na cidade de Farias Brito-CE. Francisca Francineide de Oliveira, nome que nunca me saiu da memória, e que guardo com extremo carinho os seus ensinamentos. Para mim, muito mais valiosos do que muitos diplomas e troféus que já recebi na vida:

"Dihelson, te conheci criança. Menino simples, estudioso e já apontava em ti essa força, essa determinação de vencer na vida. Você ao nascer, já trouxe nas veias o dom da música, pois a família MENDONÇA tinha no seu seio um integrante que tocava um instrumento musical com exímia perfeição. Afirmo isso porque pude presenciar essa pessoa da qual estou falando ( seu tio), tocar muito bem um sax. Olha a quem você "PUXOU". Menino homem, te admiro muito, parabéns pelo sucesso que vens fazendo em todas as tuas atividades. Sinto-me com a coragem de te enviar esse comentário, porque há algum tempo atrás, na minha cidade de Farias Brito fui tua professora, na sala de Alfabetização e nessa época você já era responsável, estudava bastante e eu te amava muito por todas as ações e atitudes que praticavas na tua iniciação estudantil. Mais uma vez te parabenizo, pois és uma pessoa maravilhosa, mesmo fazendo algum tempo que não tenho contato contigo pessoalmente, porém estou sempre acessando o seu Blog.

Um abraço afetuoso da tua ex-professora:

Francisca Francineide de Oliveira Lima"

Preparei aqui uma pequena resposta para minha querida amiga Francineide:


"Minha querida e amada professora, Francisca Francineide de Oliveira; Nome que jamais saiu da minha memória em qualquer tempo; Pessoa a quem amo como quem ama a própria família. Sou-te grato não só pelas belas palavras que pronunciaste, mas sobretudo, pelo imenso amor, dedicação de todas as horas durante todo aquele período, e o exemplo de vida, que nos inspira. Na verdade, eu sempre a idolatrei, e és de todos os professores que já tive, a minha principal fonte de inspiração na retidão e nos grandes valores ensinados.

Se hoje eu sou algo, e gozo de uma vida feliz, devo em grande parte aos teus ensinamentos, tão sábios. Pois foi através de ti e ainda de uns poucos, que aprendi a arte do respeito ao ser humano, do eterno gosto pelas ciências, o despertar para grandiosos e elevados sentimentos e admiração aos desbravadores das ciências, que se consumariam numa torrente de realizações que hoje marcam a minha existência.

Não é pois, nenhum exagero da minha parte quando faço uma pausa para render-lhe louvores pela tua existência. Deus, em sua infinita sabedoria e extrema bondade, a pôs diante de mim, para que meus caminhos pudessem ter se alargado em conhecimentos, e formado avenidas cada vez mais ilumidadas e felizes.

Neste momento sublime, sinto lágrimas a escorrerem freneticamente por sobre a minha face. Mas não são lágrimas de tristeza, e sim, de felicidade, de realização. São lágrimas que durante anos ficaram guardadas, esperando o momento oportuno de virem ao mundo como filhas únicas, e testemunhas importntes de momentos tão únicos.

Agradeço mui e gentilmente pelas tuas carinhosas palavras. Mas agradeço muito mais por tudo que sou, que devo em grande parte a ti. Toda uma geração passou pelas tuas mãos. E se há algo que precisamos exercitar e manter no constante aprendizado da vida, é a reverência aos nossos mestres, a gratidão, a retidão de caráter, e o amor, que deve sempre nortear aqueles que desejam para si e para o nosso mundo um local de paz e de harmonia.

Obrigado, por uma vida de dedicação a essa grandiosa arte do magistério. Farias Brito deve se orgulhar de ti como todos nós que fomos teus alunos, e devemos externar essa nossa gratidão quando ainda estamos percorrendo esta breve passagem aqui pela terra.

A história, que tanto vimos em nossas aulas, assistiu o levantar-se de gênios, de cientistas, de grandes artistas. Não por mero acaso, mas porque além do talento inato, estes tiveram a sorte de haverem estado diante de grandes mestres. E como já disse alguém muito antes de nós, vê-se muito mais longe quando se está por sobre os ombros de um gigante.Tu és um desses gigantes.

Um terno e carinhoso abraço.
A minha eterna gratidão.
Francineide, esta flor da foto que eu fiz, é dedicada a ti.

Dihelson Mendonça

terça-feira, novembro 30, 2010

Nunca dê ouvidos a quem não gosta de ti


"Devemos eliminar de nossas vidas e das proximidades, todas as pessoas que torcem contra nós. Afastarmo-nos de todos os invejosos de plantão, de todos os que torcem contra o nosso sucesso, de todos os que distorcem as palavras a fim de nos destruir. É preciso eliminar os falsos amigos e os reles conhecidos infiéis, porque são inúteis.

Devemos reunir ao nosso redor somente uma plêiade de amigos leais, que pensam como a gente, formando uma comunidade coesa, firme, de pensamentos comuns, em consonância, que traga energias para somar e construir. Todas as distrações devem ser sumariamente eliminadas, bem como as pessoas maléficas, os insolentes, os divergentes sem causa, as que nos tentam puxar o tapete. É preciso fazer-mo-nos de surdos às suas chacotas, às suas pilhérias. Só assim poderemos pensar em crescer e ir cada vez mais longe, como a fábula da tartaruga surda, que não deu ouvidos às más línguas e foi em frente.

Raciocina por um instante:

Quem são teus verdadeiros amigos? - Conta nos dedos ?
Quem te sustenta ?
Quem alimenta a tua alma?
Quem te causa algum mal ?
Que há entre Cristo e Belial ?
Foge de gente inútil e invejosa! Pois só é possível construir na harmonia."

"Siga o teu coração. Nunca dê ouvidos a quem não gosta de ti"

Dihelson Mendonça

sexta-feira, novembro 05, 2010

Crato - Arte - Cultura - Vida em Movimento - Dihelson Mendonça

Edilma explica...

Edilma

O que o músico toca...

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O que todos compartilham

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Que sacia a fome do povo ao relento...

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Enquanto isso, na galeria, Edilma explica...

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O que se faz luz lá fora...

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Que o homem molda com seu talento, sem tocá-la com as mãos...

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O que tentam descrever...

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E é uma coisa que está sobre os pedestais, intocável, porém comum a todos...

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O que alguns descrevem, explicam, comentam, tocam, e que se chama: Amor

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Vida - Arte em Movimento !

Festival Cariri da Canção 2010
Salão de Outubro 2010

Fotos: Dihelson Mendonça
Proibida a Reprodução sem Autorizaçao

sexta-feira, outubro 29, 2010

Conheça Alexander Scriabin - Um Gênio da Música


Alexander Nikolayevich Scriabin (em russo: Алекса́ндр Никола́евич Скря́бин) foi um compositor e pianista russo (Moscovo, 6 de Janeiro de 1872 - 27 de Abril de 1915). As suas principais influências foram Chopin e Richard Wagner.

De acordo com o calendário juliano, Scriabin nasceu no dia de Natal de 1871 de uma família aristocrática. Quanto tinha apenas um ano, a sua mãe, pianista de concerto, morreu vítima de tuberculose. Scriabin é entregue aos cuidados da avó e da tia, depois do pai partir para a Turquia. Desde cedo começa os seus estudos musicais com Nikolay Zverev, na altura mestre de Sergei Rachmaninoff e de outros talentos.

Scriabin ingressa posteriormente no Conservatório de Moscovo, estudando com Anton Arensky, Sergei Taneyev e Vasily Ilyich Safonov, demonstrando na altura um assinalável talento como pianista. É, porém, nesta altura que Scriabin lesiona gravemente a sua mão direita ao sentir-se desafiado por Josef Lhevinne, colega de conservatório que posteriormente se tornará um grande pianista. É neste momento que Scriabin compõe a sua primeira grande obra, a sonata em Fá menor, num acto que definiu como «um grito a Deus e ao Destino».

Foi casado com Vera Ivanova Isakovich, embora tenha preferido a companhia de Tatiana Fyodorovna, com quem teve um filho que acabou por morrer aos 11 anos, também ele um prodígio e notavelmente talentoso em várias artes. Scriabin interessava-se pelos trabalhos de Nietzsche e pela teosofia, claras influências no seu pensamento musical, revelando-se um especial admirador de filósofos como Delville e Hélène Blavatsky.

Scriabin foi grande amigo do Conde Lisounenko (Лисуненко), quem o introduziu no mundo do misticismo. De onde surgiram as idéias de cores, luzes e do átomo que abalaria a Terra, talvez uma premonição da Bomba-Atômica, segundo estudiosos. Algum tempo antes de morrer planejou um mega-projecto a que chamou “Misteria”, um trabalho multimédia a ser apresentado nos Himalaias que desencadearia o Armagedão, uma «grandiosa síntese religiosa de todas as artes que faria nascer um novo mundo»

A escrita de Scriabin terá as suas primeiras influências na música do romantismo tardio, especialmente no estilo de Chopin, sonoridade a que a sua primeira fase de composições se assemelha bastante. As formas que usa, aliás, são as mesmas: encontramos nocturnos, prelúdios, estudos e mazurkas. Posteriormente inspirado pelos impressionistas, pelo cromatismo de Liszt e Wagner, Scriabin foi personalizando e evoluindo o seu vocabulário musical, evolução que podemos seguir através das suas dez sonatas, das quais as últimas cinco dispensam já as armações de clave e revelam passagens claramente atonais. A harmonia convencional é substituída por sistemas de acordes construídos sobre intervalos invulgares (preferencialmente quartas) e a articulação é dissolvida, tomando muitas vezes uma forma de som em massa, em que os vários acontecimentos se cruzam e atropelam.

As suas composições mais célebres são duas obras orquestrais, o Poema do Êxtase (1908) e Prometeu (1910),peças em que pretendia suscitar no público uma espécie de êxtase místico, fortalecendo a interpretação com efeitos de iluminação nas salas de concertos. Em algumas obras, como Prometeu: Poema do Fogo (1913), utiliza jogos de cores, fazendo experiências com a sinestesia na relação de música e cores. Outros exemplos são o Poème divin (1905), Vers la flamme e o Poema do Êxtase (1908).

Fonte: Wikipedia

quinta-feira, outubro 28, 2010

Vida, minha vida, Olha o que é que eu Fiz ?


Deus, em sua imensa generosidade me concedeu um privilégio de ser quase qualquer coisa que tenha me proposto a realizar durante a minha parca vida na terra, seja informática, línguas, fotografia, poesia, mas especialmente Música, aquilo que realmente nasci para fazer. Sou muito grato pelos talentos recebidos. Enquanto preparo o meu concerto do próximo sábado, dia 30, varando madrugadas em concentração absoluta, tocando, escolhendo, compondo arranjos, ouvindo Scriabin, Liszt, Schumann e outros, é que vejo o quanto tempo perdi na vida, por não haver me dedicado a exercer melhor e aprofundar meu dom musical como deveria.

É verdade que estudo constantemente, e toquei com alguns dos maiores músicos da minha geração, e minha reputação musical é das melhores, mas para um coração igual ao meu isso não é suficiente... Hoje ouvindo o "Carnaval" de Schumann, peça que conheço desde a adolescência ( hoje com 44 anos ), vejo que eu poderia ter composto coisas grandiosas. Compus minha primeira peça aos 14 anos, um Choro ao estilo de Ernesto Nazareth, que posteriormente dediquei à minha professora Diana Pierre. Ainda adolescente, queria compor alguns concertos para piano e orquestra bem ao estilo de Chopin, mas os muitos afazeres, a eterna inércia e as paixões mundadas sempre me afastaram de trabalhos mais árduos. Em música séria, é preciso muita determinação, muita transpiração, renegar o mundo em volta, e eu nunca fui muito afeito a essa espécie de eremita musical e a trabalhos extensos. Tenho feito coisas incrivelmente difícieis, desde que não me ocupem muito tempo. Coisas demoradas me entediam.

De lá para cá tenho me dedicado a inúmeras coisas, concertos, shows, e somente em 2003 retornei às composições, neste ano, compondo mais de 100 peças, e parei porque havia tanto som na minha cabeça que eu não estava dando conta em passar mais para o papel.

Hoje vejo que o caminho da reclusão do mundo, e dedicação total à composição como fizeram Rachmaninov, Prokofiev, Chopin e outros, era o caminho certo a seguir, se houvesse determinação, mas dediquei muito tempo a coisas que nunca me renderam senão aborrecimentos, como o Blog do Crato e outros projetos sociais de internet. É bom quando podemos fazer algo também pela comunidade e ser reconhecido por isso, mas Eu não sou reconhecido pela extrema dedicação que tenho me doado em tentar integrar as cidades do Cariri pela Rede Blogs do Cariri, e passar 5 anos de noites e noites acordado escrevendo notícias quando poderia dar talvez melhor contribuição ao mundo através da música.

Talvez soe meio estranho esse desabafo no meio da noite, especialmente aqui, ouvindo os Prelúdios de Scriabin, quando poderia ter continuado escrevendo os meus próprios, afinal de contas, há um ditado que diz que se queremos plantar coisas para a eternidade, plantemos idéias.

Hoje espero apenas viver o suficiente para materializar ainda o muito que tenho em música da cabeça para o papel e para o piano, que assim como Chopin, é meu outro Eu. Que Deus me dê forças para me tornar um monge da música, longe dos olhos do mundo, aquele eremita que recusei ser na juventude, e mais perto da verdade, que são apenas os sons. Viva Scriabin! Viva Chopin! Viva todos os meus grandes e verdadeiros amigos da Música.

Dihelson Mendonça
Foto Ilustrativa: Alexander Scriabin

domingo, outubro 10, 2010

Zéca Preto e Chico de Zébra - Por: Dihelson Mendonça



Zeca Preto era um desses clássicos caboclos nordestinos. 1:90m de puro sangue e músculos. A natureza havia lhe conferido uma força privilegiada, o que era reforçado ainda mais, pelo seu trabalho de servente de pedreiro, quando passava o dia carregando latas cheias de concreto para as construções, rendendo-lhe o carinhoso apelido de "Jabobêu" por parte dos colegas. Além daquele famoso "rabo de galo" lá no bar do Queléu, onde atualizava as prosas com os companheiros de sinuca, Zeca também adorava paquerar as pequenas do vilarejo.

Chico de Zébra, ao contrário, era um Cearense baixinho, bigode aparado, fala fina, metido a valentão, peixeira sempre na cintura, pois era um exímio cortador de cana. Em três coisas Chico acreditava: em Jesus, Maria Santíssima, e na honra da família. Trajando sua costumeira e surrada bermuda jeans, hoje sem cor, e um chapéu remanescente dos tempos em que largou o trabalho de pescador lá em Camocim, Chico morava numa choupana, com seus 2 filhos pequenos e claro, a sua formosa Antonieta, que embora para os dias de hoje já andasse meio decaída, já fora considerada a moça mais bela de Cotergipe. Religioso, aos domingos Chico levava a prole a assistir às chorosas homilias do vigário local, quando retiravam do armário as suas chitas mais imponentes.

Mas há tempos, andava acabrunhado o velho Chico. As más línguas do lugar haviam chegado até seus ouvidos, que Jabobêu andava dando em cima da sua Antonieta, e embora ele não tivesse a menor prova da veracidade dos boatos, que a cada dia se agigantavam em Cotergipe, isso estava roubando as suas noites de sono. Como medida preventiva, Chico começou a espalhar na redondeza, a fama de ser bom atirador de facas e que iria partir a cara do primeiro condenado que paquerasse a sua "fiel" esposa.

Zeca, folgado como sempre, não se deixava intimidar por esses ataques de ciúmes, e lá do Bar do Queléu, continuava com aquele olho de urubu esperando a vítima, pra cima da mulher do Chico, até o dia em que, tomando umas pingas a mais, começou a falar bobagens, e disse pra todo mundo:

"Antonieta é que é mulher! Ainda vai ser minha, num é pra tá com um bestalhão como aquele Chico de Zébra. Chico além de Fela da Puta, é Corno!" - Foi aquele alvoroço na cidade. A notícia se espalhou como fogo em mato de novembro, até chegar aos ouvidos de Chico, que logicamente, ficou indignado, e passava a noite resmungando, apesar dos muitos chás de camomila e erva cidreira que Antonieta lhe preparava. "-- Eu vou matar aquele desgraçado!", dizia. A mulher ainda tentava acalmá-lo: "- Chico, você num vá fazer uma besteira, homem de Deus, olha os teus 2 filhos pequenos pra criar..."

Mas Chico estava se sentindo humilhado e firmemente determinado a passar essa estória a limpo. Correu o boato na cidade, de que iria matar Zeca Preto, que quando soube, caiu na gargalhada, não ficando nem um pouco intimidado. Zeca, na verdade, se deliciava com as notícias vindas das bandas do Chico, que garantiu tomar satisfações.

Não suportando mais aquela terrível situação, pois ao passar pelas ruas de Cotergipe, até as crianças já zombavam: -- Ali vai Chico de Zébra, o corno da cidade!", Chico decidiu que o Sábado à tarde seria o momento ideal para a execução de seu plano macabro. Iria se encontrar finalmente com Zeca Preto no bar do Queléu. "-- Quero ver se aquele vagabundo tem a coragem de dizer na minha cara o que ele anda dizendo por aí, nas costas..." resmungava.

No dia programado, Chico pegou a sua famosa peixeria, botou na cintura, tomou umas bicadas e saiu em direção ao Bar do Queléu. Nem é necessário dizer que metade da cidade o seguiu em povorosa. Crianças gritavam, mulheres choravam, e os homens naquele alvoroço, diziam: "hoje vai ter pau! hoje um dos dois se acaba ! Eita, Danou-se!"

Zéca Preto tava ainda conversando dentro do bar, quando olhou pela janela e viu a multidão vindo naquela direção, e alguém disse "Que diabo é aquilo, Zéca ? O povo endoidou ? " "Não! deixa estar! É o Chico que vem lavar a sua honra de corno!"

Chico, já com cara de valentão, "pegando ar" sob a gritaria do imenso público que o seguia, e aparentando uma coragem até então inexistente em sua vida, mesmo tendo apenas quase metade da altura de Zéca Preto, chegou defronte ao Bar do Queléu e gritou:

"Zéca Preto? Eu quero ver se tu é homem é agora!"

Fêz-se aquele silêncio no vilarejo.

"Eu quero é ver se tem homem nessa cidade!"

Zéca, dentro do bar, tomou a última lapada de cana, acendeu um cigarro e foi calmamente em direção à porta. Coçou a cabeça e disse:

"O que é que você quer, Chico ?"
"Eu vim lavar minha honra!" "Eu soube que você andou dizendo por aí que eu sou Corno. Isso é verdade ? Quero ver se você tem coragem de dizer que eu sou corno na minha frente, aqui, pra todo mundo escutar. Quero ver se tu é macho mesmo é agora, Zéca Preto!"

Zéca então, largou o cigarro, e ficando na frente do Chico, inclinou o enorme corpo negro, e olhando bem nos olhos, disse com uma voz grave e forte:

"Eu falei pra todo mundo e digo agora na sua cara, Chico: Você não só é o corno da cidade, mas é também um Fela da Puta, um viado e um baitola! E aquela sua mulhezinha Marieta, ainda vai ser minha. Agora abra a boca aí, e diga ao menos um "piu" pra gente se acertar os ponteiro agora! o que é que você veio fazer aqui mesmo ?" ( E começou a dar murros na parede ).

Chico de Zébra, então, tremendo como uma vara verde, e quase se mijando diante daquele vexame, com todo mundo olhando e esperando qualquer reação, pensou...pensou e com uma voz cada vez mais fina, soltou finalmente essa:

"ÊÊÊ...Ê.......Eu num disse ? ... Eu num disse, pessoal ? Taí. Dei valor a você, Zéca Preto! Pra mim homem tem que ser macho assim, que diz as coisa na lata, na cara. Num é como essa ruma de falso, de baitola daqui de Cotergipe, que alevanta falso de nóis pelas costa ! Homem pra mim tem que dizê as coisa assim, na cara. Agora eu tô por dentro que tu é macho mesmo! " E fechando a boca, saiu cabisbaixo e de fininho no meio da multidão.

Zeca Preto, voltando para o bar, pegou um taco da sinuca, e enquanto passava o giz azul, deu uma "goipada". Queléu, o dono, então falou: "E aí, Zeca, como é que tu sabia que ele ia se desmanchar daquele jeito ?"

Zeca Preto fez uma cara de "amassa prego" com o cigarro no canto da boca, e olhando por cima do taco com um olho fechado, apenas resmungou de lado:

"É porque nesse mundo, Queléu, até pra ser um bom corno como Chico, é preciso já nascer com talento!"

Por: Dihelson Mendonça

BlogHumor - Essa turma não tem mais o que inventar ! - Vídeo humoristico mostra Hitler comentando as decisões de Lula


E vem o fim de semana, quando publicamos a nossa costumeira seção BlogHumor. Este artigo foi publicado ontem ( 09 de Outubro ) no Site do Jornal "O Povo OnLine", no famoso Blog de Eliomar de Lima. O vídeo é incrivelmente hilário. Apesar das irrealidades e exageros em muitas colocações, deve ser encarado apenas como humor. Se você assistiu ao filme original "The Bunker" os últimos dias de Hitler, vale a pena conferir essa nova versão que já é sucesso...







"Olha só o que a turma da internet inventou: um vídeo, hilário por sinal, que deve ser visto comendo pipoca."

Fonte: Eliomar de Lima - O POVO OnLine

quinta-feira, outubro 07, 2010

Picolé de Gêlo


"Existe gente tão ponderada, tão terrivelmente ponderada em suas colocações, que seu coração parece feito de gêlo, incapazes de emitir qualquer juízo que valha algo; De tal modo, que se a terra usasse desses mesmos artifícios, ficaria sem saber se comeria ou não o cadáver delas."

Dihelson Mendonça

quinta-feira, setembro 30, 2010

A Incoerência Política - O Antes e o Depois!

A falta de coerência dos nossos políticos é uma coisa assustadora. Vemos que muitas pessoas falam por conveniência. Vejam por exemplo, o que o nosso presidente Lula dizia acerca do Bolsa Família e outros planos, taxava-os de assistencialistas e manipuladores do povo. Dizia que o povo não votava por ideologia, mas com o estômago, por uma política de dominação. Agora, que está no poder e criou diversos desses planos, e chama de imbecis os que são contrários. Em qual dos LULAs se pode acreditar ? No de ontem, ou no de hoje ? Você escolhe:



Contra fatos, não há argumentos!

terça-feira, setembro 14, 2010

O Eu que um dia fui feliz - Dedicado a Wilson Bernardo


"O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. "

Alberto Caieiro

Quanta saudade tenho daquele tempo imemorial, em que eu saía para o mato com meu avô, em manhã nublada e de chuva, bem cedo, a caminho das roças de arroz e das caieiras de tijolos, passando por dentro das cercas de arame farpado, atravessando baixios, pisando em lama, barro, vendo as minhocas e imbuás remexendo a terra, enquanto a serra do Quincuncá era de pura beleza, com uma névoa que recobria o seu cume...

Embalado ao cheiro de cuscuz com feijão, torresmo, e uma carne assada, feito nas panelas de barro, molho de pimenta malagueta, cheiro esse que saía de cada chaminé das casas de taipa do caminho numa fumaça azulada; O Dicumê da roça, que parecia uma trilha sonora entrando pelo nariz adentro e combinava tão bem com a paisagem que explodia à nossa frente de puro verde.

Passávamos por debaixo dos pés de Oiticica, ladeando corredores de frondosas mangueiras. A terra tinha um manto de folhas secas amarelas e alaranjadas, e a areia ? a Areia milenar de tantas folhas já decompostas, tinha um cheiro acre, especial, que guardo até hoje em mim.

Atravessávamos o rio na canoa de "Seu beija", em tempos de enchentes. Ah! quem não viajou na canoa de "Beija" não aprendeu ainda o sentido da vida! A água entrava pelas frestas, e tínhamos medo daquilo afundar com todos nós. Um mêdo que, não obstante, refrigera a alma.

...Descendo as ladeiras, havia um Anum em cada estaca da estrada, acenando para os passantes com a sua cauda preta, e gritando o seu clássico bom agouro: Anum...Anum...Anum...

À noite, centenas de vagalumes pareciam competir com o claro amarelo, azul e verde dos candeeiros de querosene, e eu me deitava ao relento, com a cabeça encostada numa pedra, olhando por dentro dos arbustos e ouvia lá da varanda, as estórias dos velhos, com seus cachimbos, cigarros de palha e cafés quentes, enquanto o claro azul da lua proporcionava um espetáculo ímpar, ora saindo, ora entrando dentro das núvens, que formavam desenhos gigantescos na abóboda celestial.

"O véio Mané Pereira, Seu Manezão, Nêgo Zomin, Antonio Mendonça Leite"...cadê todos vocês ? Já sei. Estão naquela varanda ainda, nas noites do meu sertão, contando histórias, estórias. Amigos, um dia estarei novamente com vocês, nas mesmas noites enluaradas, e sendo novamente o "eu que um dia fui feliz". Se morresse amanhã, ainda assim morreria contente, porque tive uma vida...muito antes de me dar conta em tentar escolher a melhor de todas elas.

Dihelson Mendonça

( Memórias - Dedicado ao poeta Wilson Bernardo )

segunda-feira, setembro 13, 2010

General profetizou sobre Lula em 1972

IMPRESSIONANTE A PROFECIA DO GENERAL MOURÃO FILHO.



(1900 - 1972)
O General morreu em 1972, portanto NÃO conheceu Lula, mas veja como ele foi profético quando escreveu em seu livro.


Recebido por E-mail por Jair Rolim

sábado, setembro 11, 2010

JAMBALAYA - Uma homenagem a Karen Carpenter - Os Carpenters



Quando há alguns anos eu lia um texto sobre a discografia do grupo de Jazz vocal "The Singers Unlimited", o autor comparava a voz da cantora com a de Karen Carpenter, uma das maiores cantoras americanas, líder do grupo "The Carpenters". Na época eu fiquei um pouco surpreso com esta comparação, mas depois dei o braço a torcer, porque afinal, Karen realmente a merece. Aqui, nesta bela interpretação de um dos clássicos da música norte-americana, de Sr. hank Williams ( que é outro grande ícone da música Country ), Jambalaya pra vocês... E a letra. Mesmo pra quem souber inglês vai ter alguma dificuldade com as palavras incomuns que são próprias dos "caipiras" americanos ( que se chamava de música Hillbilly, o mais montanhês, caipira lá dos grotões dos Estados Unidos, rs rs rs ):

JAMBALAYA

Hank Williams

Goodbye Joe,
Me gotta go,
Me oh my oh,
Me gotta go
Pole the pirogue
Down the bayou
My Yvonne,
The sweetest one,
Me oh my oh,
Son of a gun,
We'll have big fun
On the bayou
Chorus:
Thibodaux,
Fontaineaux,
The place is buzzin'
Kinfolk come
To see Yvonne,
By the dozen
Dress in style
And go hog wild,
Me oh my oh
Son of a gun,
We'll have big fun
On the bayou.
Chorus:

Chorus:
Jambalaya and a crawfish pie
And filè gumbo,
'Cause tonight
I'm gonna see by ma cher amio
Pick guitar,
Fill fruit jar
And be gayo
Son of a gun,
We'll have big fun
On the bayou

Uma Ajudinha pra quem não entendeu tudo:

Mas o que diabos essa música quer dizer, afinal ? Encontrei o significado na própria internet:

"He's going in the row boat to pick up his sweetie(Yvonne) and take her to a Cajun party where they will serve Jambalaya (Cajun Stew) and Crawfish Pie File' gumbo = file' is a seasoning powder used in stews to flavor and thicken..
My ma cher amio is a term of endearment for Yvonne.
Fill fruit jar is moonshine whiskey
Thibodaux and Fontaineaux are small towns or communities in Louisiana."

sexta-feira, setembro 10, 2010

De Sexta pra Sábado e para Dominguinhos


Homenagem a um Mestre

Enquanto eu assistia ali a um seriado e outro de Jornada nas Estrelas ( Next Generation ), minha série favorita ( e olha que tenho todas as temporadas de todas as séries em DVD ), parei para admirar a discografia de um dos maiores GÊNIOS da Música Brasileira: Dominguinhos. É incrível como a gente descobre certas preciosidades em qualquer tempo da vida. Embora eu sempre tivesse admiração pelo trabalho do Dominguinhos, nunca havia me aprofundado como nos últimos dias, e confesso que estou encantado, tentando reunir todas as faixas instrumentais que Dominguinhos já gravou, para uma coleção.

Para mim que sou músico, é um prazer imenso ouvir as composições instrumentais do Dominguinhos, pois ele tem uma maneira muito própria de construir harmonias e melodias. Sempre buscando o inatingível, percorre caminhos da harmonia que eu nunca ouvi nunguém percorrer. São próprios seus. Tenho procurado a vida inteira um som que existe na imaginação, que está por trás de tudo aquilo que se ouve, e de vez em quando eu "vejo com os ouvidos" parte dessa imensa música. Por exemplo, nas gravações do Claire Fischer, do Chick Corea, do Herbie hancock, do Hermeto Pascoal, do Debussy, e do Dominguinhos. Ainda bem que temos esse gênio maior ainda conosco, para podermos contemplar aquilo que de melhor ele pode nos oferecer.

Então, nesta bela tarde de sexta-feira, Seu Domingos, você está sendo a atração por aqui em casa. Músicas como: "Segura as Calças", "Te cuida, Jacaré" e outras, são verdadeiras obras-de-arte. Maravilha de Deus que encantam nossos ouvidos!

Olha, eu gosto muito e admiro sanfoneiros geniais como o Richard Galliano, o Frank Morroco, e outros. Mas cês dão licença que Dominguinhos ainda é talvez o maior acordeonista do mundo. Esse negócio de rotular alguém de maior e melhor é sempre perigoso, mas digamos que Richard Galliano e Dominguinhos são meus dois grandes ídolos, e não vamos esquecer também do "papa" Art van Damme, do Toots Thielemans na gaita, e o grande Chiquinho do Acordeon. Pra mim, acordeonista tem que ter muita harmonia. To cansado de sanfoneiro "peba" que não tem harmonia, so tem técnica, velocidade. Em Fortaleza tá cheio deles. Até de duplas. Mas eu prefiro mesmo é gente que sabe tocar bonito e que tem balanço, swing... coisa assim pra Dominguinhos, Sivuca, e Hermeto, quando toca sanfona.

Bom, agora que eu já registrei aqui a minha pequena nota, vou voltando ali para o som empenadíssimo do Dominguinhos. Depois eu postarei algumas dessas músicas no "Diário de Bordo" pra vocês ouvirem...

Abraços,

Dihelson Mendonça

domingo, agosto 15, 2010

As coincidências - Nasci no mesmo dia do meu maior ídolo musical: Oscar Peterson


O Pianista canadense Oscar Peterson, condiderado um dos maiores expoentes do Jazz, foi a minha maior influência neste gênero musical, assim como o Chopin o foi na música Clássica. Fiquei muito surpreso depois, ao saber que o Peterson nasceu no mesmo dia em que nasci. Quando adolescente, eu costumava ouvir os discos dele por horas, memorizando acordes, e foi um verdadeiro tesouro encontrado por mim numa estante da SCAC - Sociedade de Cultura Artística do Crato, quando a maestrina Divani Cabral, por muita bondade, me emprestou uns discos do Oscar Peterson para eu gravar e ouvir. O meu mundo musical nunca mais foi o mesmo! - Daí que hoje, é meu aniversário e o do Oscar Peterson - 15 de Agosto. Quero fazer uma homenagem a meu grande mestre, postando aqui a sua biografia. Oscar, você É, FOI e sempre será "O CARA"...

Dihelson Mendonça

Oscar Emmanuel Peterson (Montreal, 15 de agosto de 1925 -- 23 de dezembro de 2007), foi um pianista de jazz canadense. Oscar Peterson é considerado por muitos críticos como um dos maiores pianistas de jazz de todos os tempos (Scott Yanow, 2004). Seus parceiros musicais mais constantes são os contrabaixistas Ray Brown e Niels-Henning Orsted Pedersen e os guitarristas Herb Ellis e Joe Pass.

Biografia

Começou a estudar trompete e piano com seu pai aos cinco anos de idade. Após uma tuberculose dedicou-se ao piano. Em 1944 participou da Johnny Holmes Orchestra, onde ele aprendeu composição e arranjo. Três anos mais tarde montou seu primeiro trio com Bert Brown e Frank Gariepy, com o qual se apresentava em concertos semanais na Alberta Lounge, onde Norman Granz o descobriu e o levou a tocar no Carnegie Hall. Em 1952 fundou um novo trio com o baixista Ray Brown e o guitarrista Barney Kessel, que foi substituido por Herb Ellis um ano mais tarde.

A partir da metade dos anos 50 fez inúmeras apresentações e concertos com grandes nomes do jazz tais como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Carmen McRae, Louis Armstrong, Lester Young, Count Basie, Charlie Parker, Quincy Jones, Stan Getz, Coleman Hawkins, Dizzy Gillespie, Roy Eldridge, Clark Terry, Freddie Hubbard e com o Modern Jazz Quartet. Na metade dos anos 70 Ray Brown saiu do trio e foi substituido pelo baixista dinamarquês Niels-Henning Ørsted Pedersen. Em 1993 Peterson sofreu um derrame que deixou paralisado seu lado esquerdo por dois anos. Se recuperou e continuou tocando de modo limitado. Em 1997 ganhou um Grammy pela sua obra e foi premiado pela International Jazz Hall of Fame.

Em 2003 Peterson gravou o DVD A Night in Vienna pelo selo Verve, onde vemos que a idade avançada já o limita. Apesar de ter perdido um pouco seu charme, Oscar Peterson continuou fazendo apresentações nos Estados Unidos e Europa poucos meses antes de sua morte. No entanto, devido à saúde debilitada, teve que cancelar sua apresentação no Toronto Jazz Festival 2007 e não pôde comparecer no dia 8 de junho a um espetáculo em sua homenagem no Carnegie Hall . Sua última formação o trazia acompanhado de Ulf Wakenius (guitarra), David Young (contrabaixo) e Alvin Queens (percussão). O pianista canadense, uma das grandes lendas do instrumento no jazz, morreu em 23 de dezembro de 2007, de insuficiência renal. Ele tinha 82 anos.

Prêmios

Oscar recebeu sete Grammy entre 1974 e 1991 e entrou para o Canadian Music Hall of Fame em 1978. Recebeu ainda o Roy Thomson Award (1987), a Toronto Arts Award for lifetime achievement (1991), o Governor General's Performing Arts Award (1992), o Glenn Gould Prize (1993), o prêmio da International Society for Performing Artists (1995), a medalha Loyola Medal of Concordia University (1997), o prêmio Imperiale World Art Award (1999), o prêmio de música da UNESCO (2000), e o Toronto Musicians' Association Musician of the Year Award (2001). Em 1999, a Universidade Concórdia de Montreal renomeou seu campus para Oscar Peterson Concert Hall em sua honra.

Fonte: Wikipedia

sábado, agosto 14, 2010

Tantas Lembranças...

Eu gostaria de ter mais tempo, para poder escrever aqui as minhas memórias. E pretndo escrever ainda. Eu vivi tantas coisas lindas que eu gostaria de compartilhar, mas o meu trabalho noite e dia no Blog do Crato e na Prefeitura já me tomam tempo demais. Sou uma pessoa hoje permanentemente cansada e estressada. Durmo pouco, e sempre há muito o que fazer. Mas eu não me arrependo de nada em minha vida. Gostaria apenas que o dia tivesse 30 horas ou mais, para que eu pudesse dar vazão a tantas idéias, tantas coisas que ainda quero realizar. Hoje em dia eu mantenho a Rádio Chapada do Araripe Internet, o Blog, as Fotografias ( todo dia ), e os trabalhos ( a Assessoria de Imprensa e a Música ), e isso é muito cansativo.

Quantas madrugadas eu acordo, inspirado e lembrando de coisas da minha infância, e gostaria de ter alguma gota de energia escondida, para ligar o computador e poder escrevê-las todas...

Na verdade, quem me lê e vê, pensa que eu fui um garoto da cidade. Longe disso! Minha infância aconteceu em muitas cidades. Morei em Farias Brito, onde me entendi de gente. Morei em Fortaleza e em São Paulo, onde conheci o mundo.

Mas tive a sorte de que grande parte da infância eu passei em Farias Brito, cidadezinha do interior, onde a luz elétrica era um luxo. Cresci correndo nos matos procurando passarinhos. Andava com gaiolas, era conhecido como "o menino das gaiolas", porque sempre carregava uma gaiola comigo. Conhecia muitos pássaros, e colecionava muitos deles. Acordava com o canto dos pássaros e olhando a Serra do Quincuncá e seu cume cheio de névoas no inverno. Atravessava o Rio na Canoa de "Seu Beija", e no tum tum do meu avô. Adorava ir nos dias de chuva deixar a comida dos trabalhadores da roça, atravessando as roças de caieiras que queimavam tijolos, levando marmitas, enquanto ouvia o barulho dos sapos na beira do rio. À noite, na luz dos candeeiros, éramos agraciados com centenas de vagalumes, em casa de piso batido. Ah! meus doces avós...gente tão linda e honesta! Cresci adorando o conhecimento, devorando todo livro que encontrava. Meu avô foi sempre um grande estimulador do conhecimento, e me ensinou muitas coisas, inclusive a tocar violão.

Mas enfim, são tantas histórias pra contar, que nesses poucos minutos em que espero a comida esquentar aliJustificar no microondas, eu resolvi passar por aqui e compartilhar um pouco dessas minhas lembranças no meu Blog particular.

Abraços a todos.

Dihelson Mendonça